Migração


Em relação aos movimentos migratórios na América Latina e o Caribe, percepções sociais negativas são divulgadas acerca de pessoas migrantes. Essas percepções têm sido ampliadas pelos discursos políticos, especialmente nas campanhas eleitorais, que não só apresentam a migração como um problema, mas também a utilizam como arma para acusar os opositores por uma abertura irresponsável e pela desproteção da cidadania. A desinformação se alimenta de preconceitos já existentes, os reforça e é utilizada para promover relatos que apontam para a migração como uma ameaça.

1. Os migrantes como ameaça para a segurança


Discursos que relacionam os migrantes com acontecimentos criminosos. Costumam utilizar vídeos e imagens de acontecimentos isolados ou fora de contexto para atribuir a grupos migrantes a responsabilidade por ações vandálicas ou criminosas. Outra tática de desinformação inclui o uso de estatísticas falsas que associam os fluxos migratórios com um aumento da falta de segurança.

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

2. Os migrantes como carga para o Estado


Há discursos que apresentam a população migrante como buscando tirar proveito dos serviços públicos e exigindo benefícios ou compensações econômicas que não lhe correspondem. Enfatizam em supostas exigências desmedidas que provocam conflito com a população local, ou na chegada ao país com a única finalidade de ter acesso a benefícios sociais.

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

3. Políticos que favorecem os migrantes à custa da população local


Há discursos que denunciam supostas medidas impulsionadas pelos governos ou propostas de candidatos orientadas a beneficiar os migrantes em prejuízo da população local. Este tipo de publicações destaca as “injustiças” dos supostos privilégios e são utilizadas para atacar as figuras políticas.

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

  • os candidatos ou governos querem utilizar os espaços públicos próprios do Estado para outorgar moradia aos migrantes
  • os governos oferecem postos de trabalho no setor público a migrantes.

4. Os números sobre a migração como ferramenta de alarma


Há discursos que divulgam estatísticas errôneas, desatualizadas, ou com medições inconsistentes sobre a quantidade de migrantes que moram em diversos países da América Latina, com uma tendência a exagerar a proporção da população estrangeira morando em cada país.

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

5. Os migrantes como ameaça às tradições e à identidade local


Há discursos que divulgam informação falsa sobre o impacto cultural dos migrantes, apresentando-os como uma ameaça aos costumes, às tradições e à identidade nacional. Este tipo de narrativas costuma retratar as práticas culturais ou religiosas dos migrantes como incompatíveis com os valores da sociedade que os recebe, e recorre a acontecimentos isolados ou diretamente inventados para instalar a ideia de um conflito cultural.

Alguns exemplos são as publicações que afirmam que:

6. Os migrantes como instrumento de fraude eleitoral


Há discursos que denunciam a participação de migrantes em estratégias de fraude planejadas por outros. Apontam para a intervenção irregular de pessoas que, sem estarem habilitadas, emitem seu voto por algum candidato particular ou são utilizadas por algumas forças políticas para ter incidência nos resultados eleitorais. 

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

7. Os migrantes como ameaça ao equilíbrio eleitoral


Há discursos que apresentam a população migrante como capaz de determinar os resultados eleitorais em favor de certos candidatos.

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

8. Desinformações dirigidas aos migrantes


Há discursos que divulgam informação falsa acerca das condições de entrada a diversos países da região. Incluem a divulgação de supostas modificações nas normativas migratórias, como também, publicações que oferecem serviços fraudulentos de gestão de trâmites para facilitar o acesso.

Alguns exemplos são os discursos que afirmam que:

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