Quem somos?
LatamChequea é uma rede de checadores de toda a América Latina, Estados Unidos, Espanha e Portugal. É liderada pela Chequeado, da Argentina. Começou em 2014 e atualmente reúne 46 organizações de 20 países onde se fala espanhol ou português. Também incluímos organizações dos Estados Unidos que publiquem conteúdo em espanhol ou realizem projetos voltados a hispanos ou latinos. A maioria dos membros produz conteúdo em espanhol ou português, embora alguns também publiquem em inglês e outros em línguas originárias de seus países.
O objetivo desta rede é compartilhar experiências e ferramentas que contribuam para melhorar a qualidade do debate público e fomentar processos de colaboração entre diversos veículos da região para ampliar o impacto do fact-checking em nosso continente.
Fazem parte diferentes veículos de fact-checking: Chequeado, Bolivia Verifica, Chequea Bolivia, Lupa, Estadão Verifica, Aos Fatos, UOL Confere, FastCheck, Mala Espina Check, La Silla Vacía, Colombia Check, Doble Check, CubaChequea (Árbol Invertido), DeFacto (ElToque), Ecuador Chequea, Lupa Media, Infodemia, Voz Pública, FactCheck.org, El Detector (Univision Noticias), Factchequeado, PolitiFact, Infoveritas, Maldita, Newtral, Agencia Ocote, El Heraldo, La Prensa, Verificado, El Sabueso (Animal Político), Escenario Tlaxcala, El Surtidor, Ojo Público, Verificador (La República), Polígrafo, Salud con Lupa, AFP, EFE Verifica, PolétikaRD, Cazadores de Fake News, Cotejo e Efecto Cocuyo.
Também há diferentes consórcios de mídia, grupos de organizações que se unem para verificar desinformações sobre um tema específico, como os processos eleitorais, e que participam da rede como observadores. É o caso de: Reverso (Argentina), Comprova (Brasil) e Ama Llulla (Peru). Também participaram Contexto Factual do Chile, Detrás del discurso da Nicarágua e EsPaja da Venezuela.
A rede não tem constituição jurídica própria e é coordenada pela Chequeado, sua fundadora, que atua como responsável pela sua manutenção e sustentabilidade. Pela Chequeado, a rede é coordenada por Franco Piccato (Diretor Executivo), Olivia Sohr (Diretora de Impacto e Novas Iniciativas) e Martín Slipczuk (Coordenador de Projetos Especiais).
Após a votação em 2024 em São Paulo, Brasil, de um sistema de governança, a partir de 2025 a rede conta com um conselho de 7 membros que se reúne trimestralmente para auxiliar na gestão da rede. Os conselheiros são:
Conselho da LatamChequea

Andrés Cañizález
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Venezuelano. Jornalista com doutorado em ciência política. Ao longo da minha carreira profissional, percorri diferentes caminhos. Exerci o jornalismo, principalmente no rádio e em agências internacionais de imprensa, e nos últimos anos mais voltado ao jornalismo de opinião. Passei muitos anos em uma universidade como pesquisador e, na última década, me dediquei à desinformação, tanto dirigindo a Cotejo.Info quanto escrevendo e analisando o fenômeno.

Olivia Sohr
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Diretora de Impacto e Novas Iniciativas da Chequeado, onde trabalha desde o início. Ocupou diversos cargos: no começo como checadora, depois como coordenadora de Redação. Estudou Sociologia na Université de Paris VIII Saint-Denis e fez mestrado na École des Hautes Études en Sciences Sociales. Coordena a LatamChequea há anos e representa a região no conselho consultivo do IFCN.

Laura Sanabria Rangel
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Editora do Detector de Mentiras do La Silla Vacía desde 2024. Jornalista, especialista em Direito Constitucional pela Universidad Externado e candidata a mestre em Estudos Culturais Latino-americanos pela Pontificia Universidad Javeriana. Com experiência docente e na direção de comunicações e estratégias de marketing digital.

Alejandra Gutiérrez Valdizán
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Cofundadora e diretora do veículo digital guatemalteco Agencia Ocote (2019) e da unidade de verificação Fáctica. Focou sua carreira no jornalismo de profundidade, investigativo, narrativo e de verificação. Graduada em Comunicação, com pós-graduação em comunicação e crítica de arte, e DEA do doutorado em comunicação. Prêmio Gabo na categoria cobertura (2022) e do Finoff.

José Felipe Sarmiento Abella
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Jornalista e mestre em Estudos de Paz. Dedicou-se ao fact-checking desde 2018 na Colombiacheck como verificador, criador de conteúdo, subeditor, editor e, a partir de fevereiro de 2025, diretor. Ocasionalmente também é professor universitário e facilitador de oficinas. Colaborou com Distintas Latitudes e, no início da carreira, foi estagiário e correspondente de El Tiempo.

Daniela Mendoza Luna
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Jornalista e docente com mais de 20 anos no jornalismo mexicano. Mestre em Comunicação com especialização em Gênero. Fundou e dirige o Verificado MX. Coordena a Rede de Jornalistas do Nordeste do México. Consultora de veículos independentes na América Latina e professora universitária. Especialista pela DW Akademie. Bolsista da IWMF, do ICFJ e membro de programas de visitantes internacionais nos Estados Unidos e na Alemanha.

Daniel Bramatti
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Editor do Estadão Verifica, membro do conselho consultivo do IFCN. Antes de ingressar no Estadão, onde trabalha desde 2008, foi repórter em Brasília, correspondente em Buenos Aires e subeditor na Folha de S.Paulo entre 1994 e 2006. Foi presidente da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) em 2018 e 2019.
O que todos esses veículos têm em comum?
LatamChequea é uma rede de intercâmbio de práticas e aprendizados entre veículos que fazem checagem de dados ou verificações de desinformações. Em seu décimo aniversário, as organizações membros da rede acordaram um novo sistema de governança, que definiu critérios para estabelecer quem pode fazer parte da rede.
A rede inclui as organizações que fazem fact-checking na região, assim como aquelas que atuam na Espanha, Portugal e as que publicam em espanhol nos Estados Unidos, uma vez que a unidade linguística é relevante para combater a desinformação. Para fazer parte, as organizações devem cumprir certos requisitos:
- Ter publicado pelo menos 50 conteúdos que desmentem desinformações no último ano. Poderão ser feitas exceções em casos específicos que o conselho avaliará.
- Ter um método de verificação e de correção público.
A decisão de incorporar novas organizações ficará sujeita à aprovação do conselho. Ser membro da rede não implica obrigações, além do cumprimento dos requisitos. A participação nos diferentes projetos e grupos de trabalho é voluntária. A incorporação e a participação na rede são gratuitas.
Além disso, os consórcios de mídia que se reúnam para fazer fact-checking colaborativo podem se incorporar de forma temporária. Os líderes dessas alianças, caso ainda não façam parte da rede, são convidados a participar como observadores. Tanto os consórcios quanto os veículos devem preencher anualmente um formulário confirmando que desejam manter sua participação na rede, e é avaliado se ainda cumprem os requisitos.
A rede LatamChequea colabora ativamente com o IFCN para trabalhar de forma complementar, e muitas das organizações da LatamChequea também fazem parte do IFCN.
Quais projetos desenvolvemos e como a rede é financiada?
A rede é coordenada pela Chequeado e financiada com recursos da Chequeado (veja aqui informações sobre o financiamento da organização). Também pela Chequeado captamos e gerenciamos recursos para projetos específicos de organismos internacionais, organizações filantrópicas e empresas.
Desde seu nascimento em 2014, a rede organizou eventos presenciais. Estes contaram com financiamento de: Civicus, Embaixada dos Estados Unidos na Argentina, Facebook, Google News Initiative, IFCN, Luminate, Meta, NED, The Omidyar Group, Twitter, Uber, Unesco, União Europeia e Usaid.
Além disso, a rede desenvolveu diferentes pesquisas e projetos colaborativos. No contexto da pandemia em 2020, desenvolvemos o LatamChequea Coronavirus, uma base de dados com todas as peças que desmentem desinformações relacionadas à pandemia. Também criamos em 2021 o LatamChequea Vacunas, outra base que visa combater a desinformação sobre as vacinas contra a COVID-19, onde também desenvolvemos peças audiovisuais para difundir pelas redes sociais. Em ambos os casos, contamos com o apoio do Google News Initiative.
Publicamos uma série de reportagens intitulada “Os Desinformadores”, sobre diferentes atores que têm espalhado desinformação de forma sistemática na região, inicialmente sobre a pandemia e, posteriormente, sobre outros temas. Muitas dessas reportagens puderam ser realizadas graças ao apoio da Internet Society (ISOC), da NED e da União Europeia.
Antes disso, já tínhamos nos reunido entre nove veículos da região para verificar as desinformações mais divulgadas sobre a educação sexual integral ou ESI.
Também desenvolvemos, junto à Unesco e financiado pela União Europeia, um site chamado PortalCheck, uma iniciativa para apresentar recursos úteis sobre como verificar informações e não compartilhar desinformações. E depois desenvolvemos o PortalCheck Elecciones, com conteúdo específico sobre desinformações eleitorais.
Também oferecemos capacitações e palestras para os membros da rede, ajudamos parceiros a realizarem projetos em conjunto e enviamos regularmente uma newsletter com informações relevantes sobre o fact-checking na região, à qual é possível se inscrever aqui.
Se tiver alguma outra dúvida ou quiser nos dizer algo, pode nos escrever em [email protected].
